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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

gozo ou novo pavimento...

28
Mar12

     Há mais de um mês, iniciaram-se junto à Capela da Granjinha movimentações de terras. Começaram por retirar o entulho que se encontrava nas traseiras da capela entre esta e o muro do adro. Este entulho resultante de sondagens feitas em Janeiro de 2010, nunca foi retirado e já se encontrava a danificar as paredes da Capela.

     Pensava-se que finalmente as obras de pavimentação do adro iriam começar...

     

    Mas... Afinal o entulho apenas foi mudado de lugar e nem sinal de obras !!!

 

força netinho !!!

21
Mar12

Após delicada cirurgia, desejamos ao amigo Luís, rápidas melhoras !

 

Como alguém costuma dizer  "rápido e depressa" com saúde, pois ...lembro que há um carolinho de folar para trincar !

 

Abraço dos amigos da Granjinha !

Um carolinho de Folar (Tupamaro)
 

Estava eu sentado numa estratégica fraga, na encosta da serra de S. Mamede,
espraiando o meu olhar pela Estremadura espanhola, quando, sorrateiramente,
uma Fada-madrinha de mim se abeirou e, melodicamente, me sussurrou:
-"Tupamaro, noutros tempos, noutros tempos, lá para cima, para
Trás-os-Montes, num povoado pequenino e tão lindo, no Domingo de Ramos, os
NETINHOS dessa aldeia faziam um raminho com um galho de carvalhoto,
entrançado com heras, adornado com alecrim, loureiro e folhas de oliveira.
Nele penduravam uma bolacha partida em quatro, cinco rebuçados e seis ou
sete fitinhas.

 

Juntavam-se no Largo da Capela, completavam o grupo no Largo do Carvalho.
Subiam ao Alto, atravessavam a Lama, bordejavam o Cando e iam à missa a
Valdanta.
O padre, rezava a missa com palavras que ninguém entendia, mas ao "pater
noster", ao "oremus", aos toques de uma campainha, toda a gente sabia o que
ele queria dizer para se fazer. Benzia os ramos de todos os meninos e
meninas de Abobeleira, Valdanta, Cando e Granjinha e, no final, uma suave
alegria se espalhava pelo céu e pelas terras.
Para esses NETINHOS, era um Domingo muito especial. Levava-se o ramo às
madrinhas. E aos que já não tinham madrinha, ou a tinham longe, apareciam
sempre umas convincentes palavras que lhes davam a ilusão de terem as
madrinhas mesmo ali ao lado.
A solidariedade feita ternura e bondade dos vizinhos, dos amigos, dos
familiares e das avós dizia às almas e aos corações dessas crianças que
nesse Domingo só lá tinha licença para entrar a alegria e o consolo de
festinhas, beijinhos e miminhos de toda a gente, e de se consolarem com
aqueles pedacinhos de guloseima.
Os corações dos meninos e das meninas ficam alegres por algum tempo; as
barrigotas ficavam fartas por quase um ano"".
Ouvi, extasiado, as melodiosas palavras da Fada-Madrinha.
Ia para lhe falar, mas ela tocou-me com a varinha nos lábios e continuou:
-"Tupamaro, há lá, na Granjinha, uns NETINHOS que já têm outros Netinhos.
Vais fazer chegar a estes Netinhos, filhos daqueles NETINHOS, estes
docinhos.
Provam os docinhos, dão um xi - coração aos paizinhos e aos avòzinhos, e
oferecem-lhes um docinho. Depois, dão as mãos e dizem em voz alta (mas sem
fazer muito barulho):
-"" Fada-Madrinha, o Tupamaro é um menino bem mandado como nós. Sai à raça
dos NETOS da Granjinha. As Avós e os Avôs da Freguesia de VALDANTA são os
melhores do Mundo!""

 

Um rouxinol voou perto de mim. Trazia no bico uma folha daquele olmo que
outrora dava sombra à fonte da «pipa». Soltou a folha, que me veio cair no
colo. Tinha escrito: -" Na Páscoa, os NETOS, Netinhos e Avòzinhos  da
Granjinha vão comer um «carolinho» de FOLAR à saúde do Tupamaro".
As águas do rio Caia saltaram as margens !

 

Tupamaro                                       "Surripiado" do blog de Vale de Anta